
Em cada tragada de cigarro dos personagens, ela se encontra. Nos diálogos, seu DNA ali, exposto em palavras.
Como pode um homem que nem a conhece saber tanto sobre seus vícios e adeuses?
Igual a tudo na vida, se desfaz. Encontra na sequência de versos o sentido da busca amarga e doce. É nas contradições que ela se faz
Cristina. Para poder provar outros gostos de existência. Em cada obra não terminada, a pureza da língua. A transparência de seu desejo.
Cristina pode estar em Barcelona ou
Manhattan. Em uma noite de verão ou entre
neblinas e sombras. Será para sempre,
simplesmente Alice, ainda que seu
sonho de Cassandra desapareça.
Na mistura de personagens, ainda diz “eu te amo” com os olhos, enquanto
todos dizem eu te amo com palavras frígidas.
Entre
crimes e pecados,
Vicky morreu sem narrador. Mas
Maria Elena ainda existe, mesmo que nas obras. E através de fotografias, pinta o sentido da vida, porque “têm muito a expressar, embora não tenha talento” para a pintura.
Entre comédias e tragédias, canta a mesma parte da música "Barcelona"...
- Porque tanto perderse, tanto buscarse, sin encontrarse?
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Tudo para nunca pôr um ponto final.
Personagens e filmes de Woody Allen