De tempos em tempos, segrego partes do peito. Releio cartas de amor da moça que já não existe. Releio sonhos e me deposito à janela, meditativa. De olhos abertos para o insulamento que corrói. Vestígios de um ontem remoto se mesclam a infelicidades do milésimo de segundo registrado pelo real.
No exagero de sentimentos, nenhuma obra. Nenhum girassol. Só travesseiros que sufocam a face da legítima ternura. Na cobiça do amanhã, nenhum pecado.
Sem cortar os cabelos, mas com facilidades prometidas outrora, agora sou inteira. Sem a crueldade e a pressa da infância. Sem a fantasia das festas.
Traga-me realidades, mon amour.
No exagero de sentimentos, nenhuma obra. Nenhum girassol. Só travesseiros que sufocam a face da legítima ternura. Na cobiça do amanhã, nenhum pecado.
Sem cortar os cabelos, mas com facilidades prometidas outrora, agora sou inteira. Sem a crueldade e a pressa da infância. Sem a fantasia das festas.
Traga-me realidades, mon amour.
Me traga.
Agora, eu aceito.
Agora, eu aceito.

10 COMENTÁRIOS:
Essa mente é um mar de emoções....
E falando no bom português:
A Dani escreve pra CARALHO!!
Amo!
=**
gosto dessas retomadas dos outros textos q vc faz, dama soturna.
mto bom como sempre neh nega véia!
bejoooo
Lindo!
Parabéns!
tu está na fase de encontrar o perfeito. Pq é o perfeito que tu merece beibe!
Lov
Denisd:
Obrigada pela visita...
Visitei seu blog e não tem como comentar...
Tb gostei daqui.
Te linkei...
bjs.
Parabéns!
Beijos
Aceito.
Algo tão profundo.
Tão essencial.
Indefinivel.
Definitivo.
Com esse sobrenome, só podia escrever coisas sensacionais, mesmo.. Impressionante... :-)
Conheci seu blog e gostei muito, parabéns!
Beijo ;-)
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