quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Aceito.

De tempos em tempos, segrego partes do peito. Releio cartas de amor da moça que já não existe. Releio sonhos e me deposito à janela, meditativa. De olhos abertos para o insulamento que corrói. Vestígios de um ontem remoto se mesclam a infelicidades do milésimo de segundo registrado pelo real.
No exagero de sentimentos, nenhuma obra. Nenhum girassol. Só travesseiros que sufocam a face da legítima ternura. Na cobiça do amanhã, nenhum pecado.
Sem cortar os cabelos, mas com facilidades prometidas outrora, agora sou inteira. Sem a crueldade e a pressa da infância. Sem a fantasia das festas.

Traga-me realidades, mon amour.
Me traga.
Agora, eu aceito.

10 COMENTÁRIOS:

Cah disse...

Essa mente é um mar de emoções....

E falando no bom português:

A Dani escreve pra CARALHO!!

Amo!

=**

Luísa Barwinski disse...

gosto dessas retomadas dos outros textos q vc faz, dama soturna.

mto bom como sempre neh nega véia!

bejoooo

Denisd disse...

Lindo!

Parabéns!

Paty disse...

tu está na fase de encontrar o perfeito. Pq é o perfeito que tu merece beibe!
Lov

Daniela Piva disse...

Denisd:

Obrigada pela visita...
Visitei seu blog e não tem como comentar...

Adriano DiCarvalho disse...

Tb gostei daqui.
Te linkei...
bjs.

.Ná. disse...

Parabéns!
Beijos

Nina Fernandes disse...

Aceito.
Algo tão profundo.
Tão essencial.
Indefinivel.
Definitivo.

Rodrigo Piva disse...

Com esse sobrenome, só podia escrever coisas sensacionais, mesmo.. Impressionante... :-)

Conheci seu blog e gostei muito, parabéns!

Beijo ;-)

Lista Telefônica disse...

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