quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Vida automática.


Queria uma longa sentença... Sem vírgulas bem colocadas, pontos finais que dão ritmo às palavras, reticências que simulam suspiros. Sem dar cadência aos passos, vida descompassada e automática cai bem.
Olhares sem enquadramento perfeito, sem a trágica regra dos terços. Com luz ambiente, mesmo escura, vez ou outra. Com ou sem foco, com ou sem distinção de tons, vida automática cai bem.
Que a boca não emudeça caso a frase não tenha sido pensada, e que as palavras saiam mesmo que desarticuladas. Mesmo que redundantes. Mesmo que não concordem entre si.
Vida automática cai bem...
Que os gemidos sejam sem pudor. Que a voz seja esganiçada. Que o choro borre a maquiagem. Que a gargalhada seja alta, tão alta...
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Que o senso do ridículo não possa falar mais alto.

5 COMENTÁRIOS:

Daniela Piva disse...

Desejos para 2009, em meu último texto do ano...

Luísa Barwinski disse...

Só digo uma coisa... É MARAA!!

bejomepokeia

Anônimo disse...

lindo
linda

denisd disse...

Bom texto!

Parabéns...

Sua Lista disse...

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